sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

ESPELHO, ESPELHO MEU...

Engordar é algo dramático e muito triste. Principalmente quando você liga a televisão e de 10 propagandas que você assiste, 8 tem a Gisele Bundchen magérrimaaa. Depois aparece a Fernanda Lima, que pariu 2 filhos e tá seca. Daí vem Juliana Paes, Carolina Dickmann e por ai vai... Tento mudar o canal, mas daí aparece Panicats, Big brothers... Não consigo mais ver televisão. Porque além desses seres terem corpos que me humilham, fazem a minha teoria e consolo de que a gente parece mais gorda na Tv caírem por terra.

Bom, outro dia fui chorar minhas pitangas pra uma super amiga e ela me falou que tava irritada com a fome que estava passando. No caso dela, aconteceu uma coisa muito grave. Diz que semana passada, chegou do trabalho, entrou no elevador cansada e encostou na parede. Uma outra senhora entrou também e assim começa a cena:

“A mulher botou a mão na barriga da minha amiga e disse:
- Que linda! Quantos meses?
- Não, não to grávida não! É barriga mesmo!
A senhora desconcertada tenta se justificar:
- Não, não falei isso por te achar gorda... é que a sua pele está radiante, iluminada...
Antes que a pobre e envergonhada senhora terminasse de falar, minha amiga a interrompe e diz:
- Minha senhora, não se preocupe! Não precisa tentar consertar a situação... eu tenho espelho em casa! Eu sei que to gorda!
A porta do elevador se abre e minha amiga sai com a cabeça baixa, arrasada, pensando em ir pra casa se jogar pela janela, mas decide se dar uma chance e entrar numa dieta.”

Eu admiro muito essa minha amiga. Porque no meu caso, a pressão de emagrecer ou da palavra DIETA, me abre o apetite, me descontrola, me faz abrir meu pote de bala de goma e devorá-lo. Pego todos os chocolates que escondo pela casa e como tudinho, escondida de mim mesma. E na sequência me prometo: “Amanhã eu paro definitivamente de comer!”
Isso não acontece.

Só volto a emagrecer, quando eu esqueço do assunto. Volto a ser magra e feliz durante meses, até anos... mas de repente a balança reaparece com uma desagradável surpresa e muitos kilos a mais novamente!

Não sei, não tem explicação... Acho que fizeram um vudu, mas ao invés de espetarem meu bonequinho, tão dando comida pra ele! Só pode ser isso...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

SERA QUE VAI CHOVER?

Falar sobre o tempo é sempre um ótimo assunto para conversar com pessoas que você não tem intimidade ou com gente que você simplesmente não tem assunto mesmo, não?
Eu assumo que tenho uma certa dificuldade em ficar calada na presença de outras pessoas, então utilizo qualquer recurso pra puxar uma conversinha e poder tagarelar.
Ao ar livre peço isqueiro, falo das pessoas que estão passando por perto e por ai vai. Mas em lugares como o elevador, um dos assuntos mais práticos, é o tempo mesmo!

- Nossa, ta frio lá fora né?
- Pois é, ta sim!
- Ai, será que esse frio não vai passar logo? Detesto frio!
- Eu gosto. Não gosto é de calor! Mas vi na previsão que vai mudar...
-Que ótimo! Estou louca pra descer para praia esse final de semana.

Bom e assim faço passar o meu tempo no elevador.
As vezes agradeço a Deus por morar em São Paulo, porque aqui o tempo é tão instável que sempre tenho um assuntinho. Lembro que quando morei na Europa, esse tipo de coisa não colava. Lá são quatro estações do ano, bem marcadas por sinal! Então no verão, é sol, é calor e ponto. No inverno é frio e minha filha, pode comprar seu casaquinho que o tempo não vai melhorar nos próximos 3 meses! Mas também já morei em Mato Grosso do Sul e lá no caso, é só calor mesmo. São 360 dias do ano com temperatura média de 30 graus. Bom, quando faz 18, o povo sai de luva e cachecol!
Mas enfim, São Paulo é São Paulo! Falo que hoje esta frio, que é estranho porque dois dias antes estava um calor de matar e há uma semana chuvas torrenciais. Daí já dá pra emendar no assunto de enchentes, alagamentos, trânsito, campanha do agasalho e buraco na camada de ozônio. Até sustentabilidade, que diga-se de passagem é o assunto do momento, dá pra puxar falando do clima!
Viu como falar do tempo é assunto???
E ai? Será que vai chover hoje?

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

IT COULD BE LOVE...

Foi amor a primeira vista com certeza.
No meio de uma multidao foram os olhos dele que vi atrás de uma lente de óculos. Aqueles Ray Ban.
Cutuquei o braço dele. Ele me olhou e virou a cara.
Como assim? Ele era branco, baixo, bem magro. Não chamaria a atenção de ninguém. Além de mim, é claro.
Cutuquei novamente. Ele virou e eu perguntei:
- Ei, você é gay?
E ele respondeu :
- Não. Por que me pergunta isso?
E eu sem titubear respondi:
- Porque você até agora não olhou pra mim!
Ele riu e me chamou de arrogante. Pouco importa. Foi ali que nossos olhos se cruzaram de verdade pela primeira vez. Ali, na areia, naquela festa na praia.
E continuei insistindo na conversa.
Ele era uma mistura de metido e tímido. Eu uma mistura de bela e arrogante.
Ele achou graça no meio jeito. E eu fiquei intrigada com o dele.
Passamos o resto da festa conversando. Em inglês naturalmente. Ele era de Londres. Eu sempre odiei o sotaque britânico. Estudei em escola americana.
O sol nasceu, a musica parou e a festa acabou. E nenhum beijo!
Ele dizia que não beijava em publico, tradição do pais dele. Eu dizia que ele era gay, tradição do meu. E algo me dizia que era ele. Era ele que eu estava procurando ha tanto tempo.
Decidi continuar insistindo.
Fui parar em uma festa. Daquelas bem malucas. Um after hour.
Festa estranha com gente esquisita. E gringa. Todos os idiomas do mundo se encontravam naquela casa, longe de qualquer pensamento. No alto de uma montanha. Com vista para o mar e distante de tudo.
Assim como meu inglesinho, que ficava cada vez mais distante. Muita conversa e nenhum beijo.
Perguntei para metade da festa se ele era gay. O pior era a resposta.
Metade dizia que sim. A outra jurava que não.
As atitudes dele, ou melhor, a falta de atitude dele dizia que sim. Algo em mim dizia que não.
Desisti. Fomos embora. E no taxi, uma surpresa. Meu tão esperado beijo.
Do taxi para a casa dele, não me lembro o caminho.
Talvez a gente tenha ido ate la se beijando. Talvez eu tenha adormecido em seus braços.
O corpo dele, assim como o rosto, não tinha nada de especial, nunca teve.
Mas foi tudo especial. Foi tudo diferente, de tudo que já tinha vivido.
Dormi ali, abraçada com um estranho. E quando acordei tive certeza que era o amor da minha vida.
Quando acordei, já as 4 horas da tarde do dia seguinte, ele olhou pra mim e disse:
- O que eu faço com você? You are trouble baby!
Com certeza aquela noite seria um problema. Um grande problema. Virei as costas e fui embora.
Mas ate hoje penso naquela noite. Ate hoje fecho os meus olhos e encontro os dele me fitando.
Ate hoje procuro outro olhar que prenda o meu daquele jeito.
Nunca achei.
E é por isso que ate hoje, volto naquela praia, naquela festa e naquela noite e procuro o amor da minha vida...

terça-feira, 14 de setembro de 2010

VESTIDO VELHO

Tem um famoso ditado que diz que ex namorado é igual a vestido velho.
Estava na minha casa, me arrumando para sair. Hidratante, cabelo, maquiagem e depois de tudo isso pronto, começou a parte mais difícil. Abri meu guarda roupa e comecei a procurar por um vestido para sair.
Provei um, dois, três e nada. Tava super bronzeada. Aproveitei o final de semana de folga para tomar um solzinho, ou melhor, um solzão. Ok, acaba com a pele, envelhece, mas a gente fica linda! Queria um vestido que destacasse minha cor. Preto não valia. Tinha que ser amarelo, verde, talvez pink. Tinha vários de várias cores. Mas sabe aquele dia que nada caia bem? Experimentei todos meus vestidos novos. Tinha acabado de comprar seis, isso mesmo seisss! Todos para o verão, que acabara de começar.
Ai, depois de varias tentativas, parei e pensei: ai meu deusss! Não tenho roupa.
Meu armário tava cheio de coisa nova. Mas não achava nada que me agradasse.
Então, olhei para aquele meu armário cheinho de coisa bacana, cheinho de coisa nova, cheinho de opções e sabe o que eu escolhi? Meu bom e velho vestidinho de oncinha. Aquele que sempre me caia bem, estando mais gordinha ou mais magrinha,branquela ou bronzeada.
E quando peguei meu velho e bom vestidinho lembrei dessa frase: ex namorado é igual a vestido velho!
Sempre levei o ditado pelo lado negativo. Tipo assim: “Olha esse vestido/ex namorado que horror! Como é que um dia gostei disso?”
Mas foi aí que pensei também: “deve ser por isso que sempre volto pra ele, porque apesar de tantos novos amores, de tantas novas opções, é com meu bom e velho ex namorado/vestido velho que me sinto mais confortável! Talvez vestido velho não caia de moda e por isso, talvez vestido velho não seja tão mal e sim a melhor opção!”

terça-feira, 27 de julho de 2010

SER FELIZ É MONÓTONO!

Uns amigos andaram reclamando que não tenho ligado muito para eles. É verdade. Mas não é falta de saudade ou amor, é falta de assunto mesmo!
Outro dia conversei com uma amiga: linda, novinha, solteira, recém formada. Ela vai a festas, conhece gente nova, se apaixona, pega bode, toma alguns porres, reclama do chefe. Eu já fui ela! Foi bom, mas não sinto saudades.
Lembro que quando fiquei sem trabalhar, estava angustiada. Falava muito sobre isso. Ligava para as pessoas, mandava curriculum e todo o resto, que todo mundo que já esteve desempregado sabe muito bem. Agora meu emprego é estável, mas sem rotina, por causa da minha profissão. Não tenho problemas com meu chefe, faço o que eu gosto e ta tudo bem.
Já estive solteira, já estive enrolada e já fui mais confusa sentimentalmente, digamos assim. Mas também não é o caso no momento. Meu namorado é ótimo, a gente não briga, não termina e volta a cada 2 dias, se da bem e não tem stress.
Não saio muito por falta de tempo e excesso de cansaço. Quando saio, bebo, fico bêbada, me divirto e pronto.
Vou falar o que? To sem assunto mesmo! Ta tudo igual semana passada, a outra e a outra...

Como jornalista, eu bem sei que felicidade ou coisas cotidianas não interessam a ninguém. Crianças nascem, brincam e são felizes todos os dias. Ninguem se interessa! Mas vai um pai arremessar uma criança linda pela janela? Todo mundo quer saber... Casais apaixonados existem aos montes por todos os lados e vê-los é quase irritante. Mas vai um certo goleiro mandar matar a mãe do filho, que era ex amante, ex stripper e sabe-se la mais o que? Todo mundo se interessa....

Já disse, o povo gosta é de tragédia, choro e angustia. Sorriso e felicidade só serve pra propaganda de margarina e do Pão de Açúcar.

Quando alguem me liga e fala:
- E ai? Quais as novidades?
A minha resposta seria: nenhuma!
Mas daí falo:
- Aiii to trabalhando igual uma loucaaaaaaaa! Ta foda! Tomei chuva e fiquei doente, to sem voz, tropecei, fui gravar na favela e por ai vai...
Exagero pra ter algum assuntinho. Na verdade, trabalhar igual uma louca eu sempre trabalhei, mas assim a pessoa pode falar se ela ta trabalhando pouco, muito ou ta desempregada e a conversa surge.

Ser feliz não tem altos e baixos, não tem babado, confusão e gritaria.
SER FELIZ É MONÓTONO E ME DESCULPEM, MAS TO ACHANDO ÓTIMO!

sábado, 19 de junho de 2010

EU: SINGULAR OU PLURAL?

- E ai? O que você fez no final de semana?
- Sexta NÓS FOMOS numa festa de aniversário. Sábado SAIMOS para jantar com alguns amigos e domingo NÓS FICAMOS em casa, porque o Marcelo estava cansado.

Por que quando as pessoas namoram, casam, se juntam ou qualquer coisa do tipo tem a tendência de aniquilar o singular? Perguntei o que VOCÊ FEZ e não o que VOCÊS FIZERAM.
Então por que as pessoas respondem NÓS? Nós quem cara-pálida? Não sou amiga do seu namorado, não tenho o menor interesse pela vida dele e pra falar bem a verdade, nem vou muito com a fuça dele!
Será que o primeiro passo para perder nossa individualidade e liberdade num relacionamento começa nas pequenas coisas? Trocar o singular pelo plural nas frases do dia-a-dia?
Eu sempre tive opinião formada a respeito de relacionamentos. Não importa o tempo e nem a intensidade da relação, os dois devem manter uma certa individualidade. Eu continuo a ter os meus amigos e você os seus, meu querido. Que eventualmente poderão ser compartilhados. Mas gosto tanto de manter as coisas separadas, que casa ideal pra mim, tem 2 banheiros. Um pra mim e outro pra ele. Odeio dividir banheiro. Moro sozinha e em todas as casa que morei, sempre separei o banheiro, o do quarto é meu e o outro é seu! Essa história de que casal tem que compartilhar tudo, discordo plenamente!
Não tem que contar tudo um para o outro também. Que coisa ridícula essa de excesso de sinceridade. Tem detalhes da vida da pessoa que dispenso saber. E aposto que o fulaninho também iria dispensar saber da minha. Passado é passado e me dá esse presente de não me contar o seu!

Sabe aquele tipo de casal que pergunta:
- Amor, com quantas mulheres você já transou?
O cara fala:
- Ahh umas 10.
Ela pensa:
- Ih fudeu! Vou ter que mentir.
- E você linda?
- Só 3!
Daí fica quase tudo certo.

Mas e se ela responde:
- 8!
- 8??? Como assim? Você já dormiu com mais gente do que eu?
- Qual o problema amor?
- O problema, que eu sou homem! Isso não ta certo...
Bom, a partir daí você já pode imaginar a briga e se bobear um término. Tudo isso, porque as pessoas quiseram compartilhar tudo. Sinceridade não é mesmo lindo?

Mas estou sendo um pouco injusta. Porque acabo de imaginar a situação inversa:
- O que você fez ontem?
- Fui num aniversario.
- E o Marcelo? Não foi? Por que? Vocês terminaram????

Se é difícil ser NÓS, ser EU num relacionamento, é mesmo quase impossível!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

MULHERES MODERNAS

Outro dia estava conversando com uma amiga, e ela me disse inconformada:
- Não agüento mais meus amigos querendo me apresentar homens, tentando me fazer namorar alguém. To muito bem solteira! Você acredita que agora querem me empurrar um careca?
- Gabi! Mas as vezes o careca é bacana...Não é dos carecas que elas gostam mais?
Obviamente comecei a rir, o que a deixou ainda mais irritada.
- Não, não é nem um pouco! O careca, além de careca é mala!

Comecei a pensar na nossa conversa e ver que ela tinha uma certa razão. Afinal, ela é uma mulher tão bem sucedida, inteligente e o fato de ser solteira tem se tornado um tormento. Não para ela, mas para os outros. Todos os nossos amigos vivem querendo arranjar um namorado pra coitada!
Quando eu era criança, assistia aqueles filmes que personagem principal era sempre a jornalista, solteirona, lap top, cabelo desgrenhado, cigarro... aquele tipinho moderninho. Meu sonho era ser ela. Julia Roberts em O Casamento do Meu Melhor Amigo e por ai vai. Agora penso: “Cuidado com aquilo que deseja!”, pois foi exatamente isso que me tornei. Mais do que isso, faço plantão aos sábados e domingos.
Nunca admirei donas de casa, mesmo sabendo que elas tem lá o seu valor. E como tem! Mas a figura que sempre me impressionou foi da mulher independente, bem sucedida, workaholic. Depender de marido para pagar minhas contas? Jamaissssss. Mas talvez devesse ter admirado mais as mocinhas de filmes, que se casavam e eram felizes para sempre.
Ser uma mulher moderna não é fácil e nem glamuroso. Para ser uma mulher moderna, além de bem sucedida tem que ter boa aparência. Ou melhor, excelente. Dizem que a gente tem que tomar de 2 à 3 litros de água por dia, para hidratar. Comer pelo menos 2 castanhas todos os dias, combate os radicais livres. Fazer academia pra ser magra e pra amenizar o stress. Trabalhar muito e se estressar ainda mais pra ser bem sucedida na profissão. Ser boa profissional não vale. Tem que ser ótima, se destacar. Trabalhar muito, até chegar o reconhecimento pelos seus esforços. Mas nesse meio tempo continuar linda. Sobrancelha, depilação, cabelo liso. Sempre. Maquiagem todos os dias e mesmo assim tentar manter uma pele saudável. Trabalhar, trabalhar e trabalhar mais um pouco. Abrir mão da vida pessoal. Muitas vezes, deixar tudo pra trás, a própria tal vida pessoal. Mas daí a sociedade te cobra: “Não tem namorado?” Não, não tenho. Trabalho tanto que ando meio sem tempo pra conhecer pessoas. E ando ficando tão exigente que poucos homens me parecem interessantes. Ok, mas é só você começar a namorar, que começam a te perguntar quando você vai casar. E se você casa, a pergunta se torna quando você vai ter um filho. Não é fácil ser moderna. Cuidar da profissão, da casa, da aparência e ter que responder tantas questões que te fazem pela vida. Acho que cansei de ser moderna. Se conseguir cumprir todas essas obrigações e sobrar um tempinho, prefiro mesmo é ser feliz!
Pensando bem, hoje a noite vou alugar um filme ... Jornalista? Lap top? Que nada! Cinderela. Vem príncipe! Se apaixona, me tira do trabalho e da escravidão e me leva com você no seu cavalo branco!
To começando a achar que final feliz de verdade, é o clássico e nada moderno: “e viveram felizes para sempre...”

segunda-feira, 15 de março de 2010

EU SEI QUE VOU TE AMAR, SÓ NÃO SEI ATÉ QUANDO...

Fim de relacionamento é sempre um pouco dramático, não importa quem deu ou quem levou o famoso pé na bunda. Óbvio que quem leva, sempre acaba sofrendo um pouco mais. Talvez até por uma questão de orgulho próprio, ego.. ninguém gosta de ser descartado. O “descartado” sempre fica com uma pequena vontade de se vingar, não?
Gosto tanto de drama, que normalmente eu que termino e ainda sim, eu que choro. E muito. Talvez seja pra de alguma forma dizer: “Olha querido, não é só você que vai ficar triste. Viu como eu também to sofrendo?”
Realmente é um grande sofrimento achar as palavras certas, para dizer pra uma pessoa o que na verdade significa: “Não to mais afim, move on baby! Me esquece. “ Sem ser indelicado,claro.
Mas indelicado mesmo, acho que são as pessoas que te perguntam: “E você e fulaninho? Não estão mais juntos? Não deu certo? “
Não deu certo??? Como assim? A gente se agüentou por meses, anos, semanas, sei lá quanto tempo. Deu certo sim. Todos os meus relacionamentos deram certo! Só que talvez, pra sempre, seja apenas muito tempo...
Não é todo dia que a gente encontra a “tal pessoa certa”. As pessoas são criadas de formas diferentes, viveram experiências completamente diferentes e algumas vezes, apesar de sentirem atração, tenham expectativas sobre o futuro e até mesmo o presente, que não se encaixam.
Achar a pessoa certa é difícil, mas a procura pode ser muito divertida.
Talvez até não exista a tal pessoa certa, mas sim a pessoa certa para aquele momento da sua vida. Já ouviu aquela frase: “A pessoa certa na hora errada”? E o contrário também acontece.
Na verdade, quando se trata de amor, paixão e relacionamentos, a vida se torna um grande clichê de frases prontas que terminam todas em EU TE AMO.
E já que a vida amorosa é feita de clichês, nada melhor do que terminar com um soneto do mais apaixonado dos poetas:

“De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor que tive:
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.”

Se nada “der certo”, faça como Vinicius...case sete vezes e seja feliz para sempre!
Porque como diz um amigo meu, que já casou quatro vezes: “EU ACREDITO NO AMOR!”
E você?

quarta-feira, 3 de março de 2010

NA CAVERNA

Todo mundo já teve um amor platônico na infância. Aquela pessoa da classe da escola, o professor ou o irmã (o) da amiga (o).
A gente inventava a pessoa só pra gente, sofria baixinho e sonhava acordado.
Mas quando a gente cresce, as coisas mudam. Os amores platônicos se tornam reais, carnais e muitas vezes uma grande decepção.
Era tão bom aquele tempo, que a pessoa por mais babaca que fosse, era interessante. Por mais feinho que fosse, parecia lindo. Que por mais gralha que fosse a voz, era quase melodia. Era só meu. Ele não me traia nunca, porque não era tão meu assim.
Por que os amores reais são tão complicados? Me deixa na minha caverna e apaga a luz quando sair, por favor! Porque muitas vezes, as luzes são trevas...
Tantos amores que se transformam em desilusões. Queria poder continuar mandando nos meus sonhos.
A partir de hoje ta resolvido: eu te amo, mas não fala comigo! Me deixa continuar achando que você é tudo que eu penso...
E por favor, nada de beijo, conversa ou jantar. Com os outros eu me “envolvo”. Com você vão ser só tímidas trocas de olhares.
Será que assim dá certo? Será que assim é pra sempre?

PRA OUVIR:
http://www.youtube.com/watch?v=SPUJIbXN0WY&feature=fvst

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

PAÍS DO FUTURO?

Sou da geração anos 80. Pós-ditadura militar. Pós-drogas e rock and roll. Pós- sexo sem camisinha. Pós-exílio. Pós-bossa nova.
Somos uma geração nascida na “calmaria”, na acomodação de uma era.
Não tivemos ditadura. Não tivemos que lutar, para que, as mulheres tivessem mais direitos. Não tivemos que ficar em silêncio, com medo de sermos mortos ou gritar e lutar por um ideal, correndo riscos.
Nascemos e um presidente morreu. Mas não tem problema! Outro assumiu. NO STRESS. E depois desse mais outro e mais outro.....
E nesses anos, enquanto crescíamos ao som de Xuxa e assistindo Pica-pau, ouvíamos na Tv, uma palavra naquela época, nova para nós. CORRUPÇÃO, essa era a palavra! Nunca mais a esquecemos, pois passamos nossos anos ouvindo-a, inúmeras vezes.
E então surge um novo presidente. Um mais moderninho, um playboy. Há uma abertura de mercado. Chegam os “produtos importados”. Uma criança de hoje, não sabe a alegria que nós, crianças anos 80, já em 90 e poucos tínhamos ao comprar uma bala ou chocolate importado dos EUA. Ou um chiclete japonês. É, a gente era feliz!
Mas pouco depois, nosso “querido” presidente se enrola todo. Há o congelamento das contas bancárias. Pessoas vão à falência. Muitas pessoas. A nação se desespera. Alguns se suicidam. Ele promete que irá devolver nosso dinheiro. Mas quando??? E logo depois surge o escândalo com PC Farias, capas de Veja, corrupção.....
E então, surge mais uma palavra nova no nosso vocabulário: IMPEACHMENT.
Mas a minha geração não participou de todo aquele processo, das manifestações. Tínhamos apenas 12, 13 ou 14 anos. Ainda não tínhamos grandes ideais.
Aquela geração era uma anterior a minha. Eles ainda tinham a lembrança de uma época de ditadura, das DIRETAS JÁ. Da volta do exílio, da luta pela liberdade de expressão, da luta pela democracia. De ter esperança, em querer mudar o nosso país. De acreditar nele.
E assim nós crescemos. Ouvindo Xuxa, Dominó e mais tarde bandas internacionais. E ouvindo sempre aquela palavra, que aprendemos alguns anos atrás... a tal CORRUPÇÃO. E acabamos nos acostumando com ela.
A minha geração não quer salvar o mundo. Somos da geração Guerra-fria. E agora guerra-covarde. Vence quem tem o míssil de maior alcance e precisão. E não o melhor exército. Mas na verdade, ninguém vence. Guerra é movida não por ideais, mas por ganância. Só traz destruição, mortes.
A minha geração não acredita em política. Nosso presidente É a corrupção. Mas não só ele. Toda sua cúpula. Seus braços direitos e esquerdos e até seu ausente dedinho. Tudo impregnado de corrupção, sujeira, roubo e impunidade.
E por quê não fazemos nada?
A maioria pensa: “Lutar por quem, por quê e para que?”
Trocam-se os partidos no poder, mas não mudam os ideais dos políticos. Que ao invés de pensarem e realizarem a construção, preferem a corrupção. Roubam os eleitores, os velhos, as crianças, as famílias que os elegem.
Roubam nosso dinheiro, nossos impostos, nossa saúde, nossa educação, nossa dignidade. Roubam principalmente, a nossa esperança. Nossos ideais. Nossa crença no futuro do nosso país.
Cadê o Brasil, o país do futuro??? Aquele que nossos professores nos prometeram no ginásio e que chegaria logo? Ainda esperamos por ele. Ainda queremos acreditar nele. Mas poucas esperanças nos restam...
Os economistas andam dizendo que o Brasil deve crescer 6% esse ano e que será a quinta maior potência mundial em 2020. Será???
Será esse mais um ano de eleição ou de decepção? Está na hora de pensarmos nisso!