Bom, outro dia fui chorar minhas pitangas pra uma super amiga e ela me falou que tava irritada com a fome que estava passando. No caso dela, aconteceu uma coisa muito grave. Diz que semana passada, chegou do trabalho, entrou no elevador cansada e encostou na parede. Uma outra senhora entrou também e assim começa a cena:
“A mulher botou a mão na barriga da minha amiga e disse:
- Que linda! Quantos meses?
- Não, não to grávida não! É barriga mesmo!
A senhora desconcertada tenta se justificar:
- Não, não falei isso por te achar gorda... é que a sua pele está radiante, iluminada...
Antes que a pobre e envergonhada senhora terminasse de falar, minha amiga a interrompe e diz:
- Minha senhora, não se preocupe! Não precisa tentar consertar a situação... eu tenho espelho em casa! Eu sei que to gorda!
A porta do elevador se abre e minha amiga sai com a cabeça baixa, arrasada, pensando em ir pra casa se jogar pela janela, mas decide se dar uma chance e entrar numa dieta.”
Eu admiro muito essa minha amiga. Porque no meu caso, a pressão de emagrecer ou da palavra DIETA, me abre o apetite, me descontrola, me faz abrir meu pote de bala de goma e devorá-lo. Pego todos os chocolates que escondo pela casa e como tudinho, escondida de mim mesma. E na sequência me prometo: “Amanhã eu paro definitivamente de comer!”
Isso não acontece.
Só volto a emagrecer, quando eu esqueço do assunto. Volto a ser magra e feliz durante meses, até anos... mas de repente a balança reaparece com uma desagradável surpresa e muitos kilos a mais novamente!
Não sei, não tem explicação... Acho que fizeram um vudu, mas ao invés de espetarem meu bonequinho, tão dando comida pra ele! Só pode ser isso...
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